"CONSTRUÇÃO"
F.F.G., Jan2007.
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Mas minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão
Está aprendendo humildemente um batuque diferente
Que vem lá da televisão
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
De muito gorda, a porca já não anda
De muito usada, a faca já não corta
Pela varanda flores tristes e baldias
...pode ser a gota d´água
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Que inventou esse estado
E inventou de inventar toda a escuridão
Que inventou o pecado
E esqueceu-se de inventar o perdão
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Vão viver sob o mesmo teto até que a morte os una,
até que a morte os una...
...pode ser a gota d´água
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Levou os meus planos, meus pobres enganos
Os meus vinte anos, o meu coração
E além de tudo me deixou mudo um violão
Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade, uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde
...pode ser a gota d´água
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Mas na manhã seguinte não conta até vinte te afasta de mim
Pois já não vales nada, és página virada
Descartada do meu folhetim
Eu sou apenas um pobre amador apaixonado
O que será que me dá?
Que me perturba o sono?
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Não me leve a mal, me leve apenas para andar por aí...
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza de desinventar
Como vai proibir quando o galo insistir em cantar?
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a sombra de tudo que fomos nós
Como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
...e o dia amanheceu em paz
F.F.G., Jan2007.
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Mas minha gente hoje anda falando de lado e olhando pro chão
Está aprendendo humildemente um batuque diferente
Que vem lá da televisão
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
De muito gorda, a porca já não anda
De muito usada, a faca já não corta
Pela varanda flores tristes e baldias
...pode ser a gota d´água
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Que inventou esse estado
E inventou de inventar toda a escuridão
Que inventou o pecado
E esqueceu-se de inventar o perdão
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Que aqui sambaram nossos ancestrais
Vão viver sob o mesmo teto até que a morte os una,
até que a morte os una...
...pode ser a gota d´água
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Levou os meus planos, meus pobres enganos
Os meus vinte anos, o meu coração
E além de tudo me deixou mudo um violão
Devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu
Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade, uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde
...pode ser a gota d´água
Tem certos dias em que eu penso em minha gente
Mas na manhã seguinte não conta até vinte te afasta de mim
Pois já não vales nada, és página virada
Descartada do meu folhetim
Eu sou apenas um pobre amador apaixonado
O que será que me dá?
Que me perturba o sono?
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?
Não me leve a mal, me leve apenas para andar por aí...
Você que inventou a tristeza
Ora, tenha a fineza de desinventar
Como vai proibir quando o galo insistir em cantar?
A moça triste que vivia calada sorriu
A rosa triste que vivia fechada se abriu
E a sombra de tudo que fomos nós
Como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
...e o dia amanheceu em paz
1 comentários:
Interessante a "Construção", Fernando!
Elcio Domingues.
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