"QUATRO-E-NOVE"
F.F.G., Abril/2007.
Constantino deu um murro.
Com força.
Na própria coxa esquerda.
Algo lhe picara doído.
Puxou a bermuda.
Estava sozinho.
(Morava sozinho).
Coçava-lhe o edema.
Fora uma pulga.
Apesar do murro, viva.
Provavelmente do cão.
Lazarento!
Só consumia.
Nem o jornal trazia mais.
Ou advinda do assoalho.
Velho.
Imundo.
Horrível.
Como o apartamento alugado.
Ou o carro quebrado.
Era o que saldo permitia.
Reclamações inúteis.
Ano após ano.
Tudo piorava.
Constantino, gordo!
Sozinho.
Chato.
Ébrio.
E a jactância lhe comia.
[…]
Continua.
Continua.
11 comentários:
Bravo!!! Deveria musicá-lo!!!
Deveras, como bem recordou o distinto comentarista Carlo, é o texto demasiado bom, ficaria aprazível se o adaptasse e o musicasse.
Pô, tiveram a mesma idéia que eu! Sacanagem! Se eu ainda tivesse escrito isso antes...
Mas, para ser original, digo que deveria sim dar uma arrumada na lataria e transformá-lo em curta metragem, com o Kbeça encenando, hehehe!
Assaz interessante sua sugestão, Sr "banchorro". Todavia, esclareça-me uma dúvida: quem seria "Kbeça"?
Kbeça é um grande ator, estrelou o famosíssimo Hércules, sua mula almofadinha! Grandes obras carecem de grandes atores, hehehe!
Ó, nobre leitor anônimo! Ajudai-me a convencer o pulha do escritor a musicar ou transformar em vídeo a sua obra! Quem sabe, desta forma, ele consegue, finalmente, deixar de ser um escritor duro e ralé e passa a ganhar um troco, para ajudar os amigos necessitados...
Vero! Musica esto, escritore cretino!
Cretino é você, seu italiano metido! Saiba vc que o Fernando Galuppo é um grande escritor. E só eu posso chamá-lo de cretino, ouviu!
Vamos parar com essa confusão, nobres comentaristas. Devemos ter respeito e urbanidade entre nós mesmos e o autor do blog.
Va bene! Io me arrependo, signore Fernando! Mias escusas!
Tá vendo, Sr. Fernando?! Vc me deve uma... te defendi, mesmo sem vc merecer...
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